Mães empreendedoras: quando a vida profissional traz realização pessoal

Publicado em 06/05/2021 por Jeniffer Cazelato

Chegou o tão aguardado mês das mães! E eu, como mãe e empreendedora, não poderia deixar de falar sobre isso com vocês.

A verdade é: ninguém te ensina a ser mãe. É claro que, durante o processo, aprendemos sobre educação, puerpério, cuidados básicos com o bebê, como intercalar as noites sem dormir e tudo mais. Mas ninguém consegue ensinar o que a maternidade traz na sua essência. E digo mais: a maternidade tem um gosto diferente para cada mãe.

Nas minhas primeiras noites como mãe, lembro de escutar o Fabrício chorar e me questionar: “Será que vai ser assim pra sempre? Será que eu realmente queria isso?”. E acreditem: é completamente normal se questionar. Afinal, como eu disse lá no começo, ninguém te ensina a ser mãe. E ser mãe é sim, como dizem, a coisa mais linda do mundo – mas como todas as outras, também tem seus prós e contras. Não podemos romantizar a ponto de achar que é tudo perfeito. É um processo lento, que te tira da zona de conforto, te transforma e transforma as pessoas ao seu redor.

Ser mãe é ter o coração fora do corpo. É ser um só. É, muitas vezes, se anular para o seu filho. É olhar para aquele serzinho e pensar: “Meu deus, eu nem sabia que era possível amar tanto assim”. E nesse caminho entre se tornar mãe e ir aprendendo a ser mãe, a gente às vezes se perde – de nós mesmas. Nos deixamos de lado, negligenciamos o nosso tempo para o autocuidado, pensamos só na casa, na família e nos nossos filhos. Além disso, somos cobradas em dobro: em casa e no trabalho. Temos que dar conta de tudo. Mas a verdade é que o mundo mudou, e nós mudamos com ele: hoje somos livres para fazer nossas escolhas, traçar o nosso destino e, se quisermos, não dar conta de tudo. Dizer “não”. Respeitar nossos limites e espaços. 

É claro que, com a transformação da maternidade, nós vamos começar a questionar várias outras esferas da nossa vida. O que eu gosto? O que me faz feliz? Eu me sinto realizada com a minha carreira? Essas são perguntas que começam a aparecer quando a nossa antiga vida já não faz mais sentido. Com isso, alguns pensamentos de insegurança e insuficiência começam a nos cercar. “Será que eu sou boa?”, eu me questionava no início da carreira. “Será que terei tempo para a minha família?”. Mas a verdade é: para cuidar dos outros, precisamos cuidar primeiro de nós mesmos. 

Em busca de realização, muitas mulheres se encontram na vida profissional. A flexibilidade de horários, a possibilidade de construir a própria rotina e ficar mais perto da família são benefícios que fazem elas (nós) se interessarem mais pelo empreendedorismo, mas o que faz elas ficarem é o sentimento de pertencimento e êxito. Mulheres essas que têm jornada dupla, tripla, e não deixam a peteca cair – mas tudo bem se às vezes você quiser jogar ela no chão, ta? Eu, como mãe e empreendedora, posso dizer que investir na vida profissional é investir em você! Não é egoísmo, é um voto de confiança na pessoa que sempre esteve ao seu lado: você mesma. 

O empreendedorismo, assim como a maternidade, tem desafios. Mas é no processo que estão as pequenas felicidades, e não no destino final. Atualmente, existem diversas plataformas e conteúdos online e gratuitos que podem inspirar você a começar o seu próprio negócio. No meu Instagram, por exemplo, você encontra conteúdos para alavancar o seu negócio de forma descomplicada e real. E sim, eu sei que bate um medo, mas se eu puder te dar um conselho, é: comece com o que você tem e troque os pneus no meio do caminho. Ninguém começa no cenário ideal, e se a gente esperar o terreno perfeito pra começar, não começamos nunca! E sabe por que? Porque perfeição não existe. A busca pela perfeição só gera ansiedade e baixa autoestima, e nós somos mulheres reais, que cuidam dos filhos, que cuidam de si mesmas, e que também cuidam dos seus negócios.

Nesse Dia das Mães, eu gostaria de parabenizar e dar um abraço virtual em especial às mulheres que arrasam na maternidade e no empreendedorismo. Que se desdobram para serem a sua melhor versão para a vida pessoal e profissional. Que fazem reuniões com o bebê no colo, que trocam o horário de almoço pra ajudar o filho na lição de casa em tempos de home office. Mulheres que saíram da zona de conforto e arriscaram, sem deixar de lado a coisa que mais amam no mundo: a sua família. Saibam que está tudo bem não dar conta de tudo, aliás, dar conta de tudo está fora de moda.

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